Vozes que Ecoam

    Nesta seção, compartilhamos as vozes de pessoas que se conectaram com a história e a cultura do povo Puri. São depoimentos e citações que reforçam a importância do nosso trabalho de preservação da memória e da identidade indígena no Sudeste brasileiro.

    Cada palavra aqui é um testemunho do poder transformador da nossa missão: conectar passado e presente, despertar memórias adormecidas e afirmar a presença viva do povo Puri em nossos territórios.

    Citação: Rádio Yandê

    Citação: Rádio Yandê

    Museu da Cultura Puri, retomada identitária e a presença indígena viva no Sudeste brasileiro.

    Esta citação, extraída do artigo "Povo Puri no Sudeste: memória viva, retomada cultural e comunicação indígena em movimento", da Rádio Yandê, resume a essência do nosso museu. Somos um espaço de afirmação da identidade Puri, um território de encontro e um farol que ilumina a presença indígena em uma região onde muitos acreditavam que havíamos desaparecido.

    O artigo, publicado em 8 de janeiro de 2026, destaca o papel do museu como um centro de comunicação, pesquisa e educação, que conecta passado, presente e futuro. A Rádio Yandê, primeira web rádio indígena do Brasil, é uma importante aliada na divulgação da nossa cultura e na luta por nossos direitos.

    A Rádio Yandê é a primeira web rádio indígena do Brasil, dedicada à etnomídia indígena e à comunicação dos povos originários. Através de seus programas, reportagens e artigos, a Rádio Yandê amplifica as vozes indígenas e contribui para a valorização das culturas tradicionais em todo o país.

    Rádio Yandê

    Artigo "Povo Puri no Sudeste: memória viva, retomada cultural e comunicação indígena em movimento" — Redação Rádio Yandê e Dauá Puri, 8 de janeiro de 2026

    Depoimento: Paulo César de Vassouras

    Quando vi as violas de taquara, lembrei que também fazia quando era criança.

    O depoimento de Paulo César, morador de Vassouras, é um exemplo emocionante de como o nosso acervo desperta memórias e reconecta as pessoas com suas raízes. Durante uma visita ao Museu em Vassouras, ele se emocionou ao ver as violas de taquara, um instrumento musical tradicional do povo Puri.

    Aquele objeto, para ele, não era apenas uma peça de museu, mas um portal para a sua própria infância e para a cultura que lhe foi transmitida. Este relato, registrado em vídeo, demonstra o poder do nosso trabalho em resgatar e valorizar as tradições que muitos pensavam estarem perdidas.

    A viola de taquara é um instrumento musical tradicional do povo Puri, confeccionado com taquara (bambu) e corda. Representa não apenas uma expressão artística, mas também a conexão profunda entre o povo Puri e a natureza. Cada nota tocada neste instrumento carrega séculos de história, resistência e memória ancestral.

    Paulo César

    Vassouras, RJ — Visita ao Museu em Vassouras

    Depoimento: Daniel Tutushamum Puri

    Museu da Cultura Puri é local de visita indispensável para quem está na cidade do Rio de Janeiro e se interessa pelas culturas indígenas. A apresentação do acervo por Dauá Puri traz também um pouco da sua história de vida, que se mescla com a luta para afirmar a existência do nosso povo Puri, numa trajetória que tenho o prazer e a honra de acompanhar de perto nos últimos quinze anos.

    Este depoimento de Daniel Tutushamum Puri ressalta a importância do Museu da Cultura Puri como um espaço essencial para o conhecimento e valorização das culturas indígenas no Rio de Janeiro. Suas palavras destacam não apenas o acervo, mas também a trajetória pessoal de Dauá Puri e sua dedicação à afirmação da identidade do povo Puri.

    O reconhecimento de Daniel Tutushamum Puri, que acompanha essa jornada há quinze anos, reforça o impacto duradouro do trabalho desenvolvido pelo museu na preservação da memória e na afirmação da presença viva do povo Puri.

    Daniel Tutushamum Puri

    21 de janeiro de 2026

    Depoimento: Bruna Alves — Aniversário de 3 anos do MCP

    Conhecer um pouco da história da Aldeia Vertical, a luta, a resistência e todo contexto de disputa ainda travado diante de uma colonialidade, é extremamente importante para destronarmos a história oficial. Sermos seres compartilhantes em prol de um bem viver. Algo que se faz em comunidade.

    Fico feliz pelo interesse em saber sobre minhas sensações ao vivenciar o espaço da Aldeia Vertical em um dia tão importante para o coletivo. Fomos muito bem recebidas e agradeço pela oportunidade de estar nessa roda comemorativa dos três anos do Museu da Cultura Puri.

    Faço doutorado na UERJ (em Educação) e trabalho com terreiro enquanto tempo/espaço de ritualização da vida cotidiana fundamentados em sabedorias ancestrais pautadas na comunidade enquanto ponto de força. E os indígenas também estão lá, presentificando suas cosmopercepções que não dicotomizam humano e natureza, que dizem sobre relações responsáveis com a Mãe Terra, compreendendo a existência de forma ecológica. As pesquisas no terreiro me despertaram a necessidade de entendimentos da complexidade do Brasil e as violências coloniais, também, direcionadas aos povos originários desse território.

    Enquanto professora da rede pública, tenho me interessado em aprofundar conhecimentos em relação aos povos indígenas e criar redes a fim de desconstruir uma série de estereótipos, discriminações e racismos no que se refere às filosofias, culturas e modos de vida das variadas etnias indígenas.

    Conhecer um pouco da história da Aldeia Vertical, a luta, a resistência e todo contexto de disputa ainda travado diante de uma colonialidade, é extremamente importante para destronarmos a história oficial. Sermos seres compartilhantes em prol de um bem viver. Algo que se faz em comunidade.

    Acredito na Educação como radical da vida em sua diversidade e, por isso, reconhecer a importância dos povos indígenas, sua legitimidade de ser e estar no mundo é urgente na estrutura macro social.

    Agradeço mais uma vez 🌻

    Bruna Alves

    Depoimento — Aniversário de 3 anos do Museu da Cultura Puri

    Depoimento: Victoria Couto Alvim de Mattos

    Para mim, a experiência de participar da 'reconstrução' do museu, podendo escolher o local para uma das obras, foi uma forma de fortalecer a proposta de um museu vivo e participativo. Um museu constituído por uma presença coletiva, que se conecta às memórias e à cultura Puri, sendo cada pessoa uma expressão dessa relação. Agradeço a oportunidade de fazer parte desse momento e, principalmente, por sentir que realmente faço parte deste espaço de cultura viva e ancestral.

    Victoria Couto Alvim de Mattos compartilha a experiência de ter participado da reconstrução do museu ao escolher o local para uma das obras. Seu depoimento reforça a ideia do Museu da Cultura Puri como espaço vivo e participativo, construído pela presença coletiva e pela conexão de cada pessoa com as memórias e a cultura Puri.

    Victoria Couto Alvim de Mattos

    Moradora do Cachambi — Rio de Janeiro

    Depoimento: Bianca Costa de Matos

    Participar do evento e da dinâmica de (re)construção do acervo do Museu da Cultura Puri despertou em mim reflexões sobre uma educação museal que dialoga com saberes tradicionais e conhecimentos indígenas, permitindo que seus próprios detentores construam, com autonomia, espaços de educação e cultura.

    Meu nome é Bianca Costa de Matos, sou carioca e atualmente resido na cidade de Saquarema. Participar do evento e da dinâmica de (re)construção do acervo do Museu da Cultura Puri despertou em mim reflexões sobre uma educação museal que dialoga com saberes tradicionais e conhecimentos indígenas, permitindo que seus próprios detentores construam, com autonomia, espaços de educação e cultura.

    A experiência de reconstruir, junto a muitas outras mãos, a organização do acervo instigou meu pensamento crítico diante das ideias cristalizadas sobre memória e patrimônio no contexto do Estado-nação de origem moderna. Como professora que atua na mediação escolar de alunos com deficiência, considerei especialmente significativa a presença de crianças atípicas no museu, sendo acolhidas e integradas nesse espaço de partilha e aprendizado.

    Bianca Costa de Matos

    Carioca, residente em Saquarema

    Depoimento: Júlia Martin - Estagiária Unirio — Relato da dinâmica de (re)construção do MCP

    Mais tarde entendi o propósito, o museu seria montado pelos integrantes e visitantes em uma dinâmica de (re)construção do espaço, achei aquilo incrível, reforçando que o MCP é vivo.

    Como sempre bem recebida, desta vez no terceiro aniversário do Museu da Cultura Puri. Vinda de Niterói - RJ com mais um amigo de lá, foi exclamado que "Niterói chegou" e "Niterói chegou em peso".

    O Museu estava mais arrumado, limpo e pintado, eu sempre oferecendo ajuda, lá no fundo, no fundo gostaria de colocar todas as peças, montar o acervo nas paredes que estavam em caixas, mas era designada a outras coisas. Olhando para estas caixas vi de relance uma peça que me chamou a atenção, era uma canoa (bopê), olhei e achei aquilo lindo.

    Mais tarde entendi o propósito, o museu seria montado pelos integrantes e visitantes em uma dinâmica de (re)construção do espaço, achei aquilo incrível, reforçando que o MCP é vivo. De prontidão peguei bopê e fui procurar algum lugar em que ela se encaixasse, não tive muito sucesso, então devolvi a caixa; lá achei uma pequena peneira e logo achei um bom lugar pra ela e pronto!

    Mais tarde vi Márcio com uma linda cabaça condecorada e disse pra ele: "Que cabaça linda!", logo em seguida Márcio me perguntou: "que peça é essa?", para uma peça que estava na mesa, era bopê! Perguntei pra ele: "Vamos pendurar juntos?" e com ajuda conseguimos achar um bom lugar para bopê, me senti realizada!

    Durante a roda de conversa Dauá Puri perguntou quem pendurou a canoa, foi quando eu descobri que Bopê era a primeira peça do acervo do Museu da Cultura Puri.

    Ao apresentar esse relato à Dauá descobri que Bopê foi confeccionada em 2008, na Aldeia Marakanã, para os primeiros encontros de histórias na Oca. Acredito que Bopê ainda fará muita história!

    Júlia Martin - Estagiária Unirio

    Niterói — RJ

    Museu da Cultura Puri

    Preservando e apresentando a rica cultura do povo Puri para as futuras gerações.

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